O coração humano deve bater entre 50 e 100 vezes por minuto em repouso. Quando o ritmo cai abaixo disso (bradicardia) ou ocorrem pausas súbitas na atividade elétrica, o cérebro deixa de receber sangue suficiente. Isso causa sintomas como tonturas, cansaço extremo e a síncope — o desmaio súbito que pode causar quedas graves.
As diretrizes médicas indicam o marcapasso como a solução quando o sistema elétrico natural está “gasto” ou doente de forma irreversível. Quatro condições são as mais comuns:
- Bloqueio Átrio-Ventricular (BAV) avançado: É quando o comando elétrico do coração falha totalmente e as câmaras batem de forma desorganizada. É uma indicação urgente.
- Doença do Nó Sinusal: O “marcapasso natural” do coração começa a falhar, causando pausas que podem passar de 3 segundos, tempo suficiente para o paciente perder os sentidos.
- Síndrome Bradi-Taqui: quando o coração alterna entre períodos de alta e baixa frequência por falha no centro regulador.
- Suporte Terapêutico: quando há necessidade de medicamentos que ajudam quando o coração está fraco com insuficiência cardíaca, mas que também tem como efeito a redução da frequência cardíaca. O marcapasso permite que mantenhamos as medicações necessárias, em dose adequada, sem risco de bradicardia sintomática.
O marcapasso moderno funciona como um “computador de bordo”. Ele monitora o coração 24 horas por dia e só envia o estímulo (imperceptível) se o seu batimento natural falhar. Assim, ele garante que seu coração nunca pare ou bata devagar demais, protegendo sua vida.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Alexandre Zilli
Cirurgião Cardíaco
CRM 114657 | RQE 36079
Fontes: