Tradicionalmente, cirurgias no coração exigem a esternotomia, que é a abertura completa do osso do peito (esterno) em cerca de 20 a 25 cm. No entanto, a evolução tecnológica permite hoje a cirurgia por acessos menores através da Minitoracotomia Lateral, uma técnica onde operamos o coração através de uma pequena abertura de 3 a 5 cm entre as costelas do lado direito (para doenças da valva aórtica e mitral) ou esquerdo (para revascularização miocárdica). Outra possibilidade é o acesso através de Mini-Esternotomia parcial superior ou inferior.
Neste procedimento, utilizamos câmeras de vídeo e instrumentos longos para realizar a troca ou o reparo de válvulas. O estudo BYPASS, realizado com participação do Dr. Alexandre Zilli, indicou que essa técnica, embora exigente e realizada por poucos centros especializados no Brasil, oferece benefícios claros:
- Recuperação rápida: O paciente volta às atividades em 15 a 30 dias, contra os 60 a 90 dias da cirurgia aberta.
- Menos Dor: Como não há corte no osso, o desconforto pós-operatório é drasticamente menor.
- Benefício Estétioa: A cicatriz fica escondida sob o braço ou na linha da mama, sendo muito discreta.
- Menor risco de Infecção e arritmias: pela abertura menor e poupar o osso esterno diminui a chance de contaminação bacteriana e sangramento, reduzindo o risco de fibrilação atrial.
Embora não seja para todos os casos, ela é a pode ser a melhor escolha para pacientes que desejam um retorno ágil à rotina produtiva e menor trauma cirúrgico.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Alexandre Zilli
Cirurgião Cardíaco
CRM 114657 | RQE 36079
Fontes: