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Sopro no coração pode virar cirurgia? A evolução do Prolapso Mitral para a Insuficiência grave

A detecção de um sopro cardíaco — aquele ruído que o médico ouve com o estetoscópio e que indica uma turbulência na passagem do sangue — é, frequentemente, o primeiro sinal de que uma válvula do coração não está funcionando bem, mas pode também ser causado por cardiopatias congênitas, como a comunicação interatrial (CIA) ou interventricular (CIV). 

No caso da válvula mitral (que controla o fluxo no lado esquerdo do peito), o problema mais comum é o Prolapso da Valva Mitral (PVMi). Ele atinge cerca de 2% a 3% da população e acontece quando os folhetos (as “portas” da válvula) tem um excesso de tecido que se projeta para trás durante a sístole (contração) do ventrículo esquerdo, como um paraquedas, podendo não fechar perfeitamente em alguns casos, causando a insuficiência mitral. 

Embora muitas pessoas vivam bem com o prolapso, a doença pode evoluir. Isso ocorre devido à degeneração mixomatosa, um processo onde o tecido da válvula fica mais frágil e elástico com o tempo. O risco real aparece quando as cordas que seguram essa válvula se rompem (ruptura de cordoalha). Quando isso acontece, o sangue começa a “vazar” de volta para o átrio esquerdo, o que chamamos de insuficiência mitral.

Estudos nacionais liderados pelo Dr. Alexandre Zilli, como o Registro BYPASS, mostram que a correção cirúrgica é essencial para evitar que o coração dilate e perca a força. A cirurgia é indicada quando a insuficiência mitral é grave e quando o paciente começa a ter seus sintomas: cansaço progressivo aos esforços,  falta de ar ao deitar ou arritimias. O objetivo principal é realizar a plastia mitral, que é o reparo da própria válvula do paciente, preservando a anatomia natural do coração. 

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dr. Alexandre Zilli
Cirurgião Cardíaco
CRM 114657 | RQE 36079

Fontes:

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