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Ablação Cirúrgica da Fibrilação Atrial: corrigindo a arritmia durante a cirurgia de válvula ou ponte

Muitos pacientes que precisam operar uma válvula ou fazer pontes de safena também sofrem de Fibrilação Atrial (FA), uma taqui-arritmia onde os átrios (partes superiores do coração) não batem, apenas “tremem” de forma desordenada. Isso impede o sangue de fluir corretamente, aumentando o risco de formar trombos (coágulos) que podem causar um AVC (derrame).

A ablação cirúrgica é o procedimento que pode ser feito durante a cirurgia principal com ajuda de equipamentos (probes) especiais para “queimar” ou “congelar” (radiofrequência ou crioablação) as vias elétricas doentes que causam a arritmia. O objetivo é restaurar o ritmo sinusal, que é o batimento natural e regular do coração.

Outro passo fundamental é a oclusão do apêndice atrial esquerdo. Como nessa pequena “bolsa” ou projeção no átrio esquerdo é onde se formam mais de 90% dos coágulos na FA, o cirurgião a fecha definitivamente, protegendo o paciente de futuros derrames, mesmo que a arritmia tente voltar. A pesquisa nacional, com participação do Dr. Alexandre Zilli, reforça que tratar a arritmia no mesmo ato da cirurgia valvar melhora significativamente a qualidade de vida pós-operatória.

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dr. Alexandre Zilli
Cirurgião Cardíaco
CRM 114657 | RQE 36079

Fontes:

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